1-vítimas de uma conspiração

Após as nossas descobertas e pesquisas etnográficas e ethno-arqueológicas sobre a história esquecida ou escondida da escravidão no município de Bacurí, no litoral ocidental do Maranhão, passamos a ser vítimas de uma conspiração terrível e violenta de um grupo de proprietários de terra associada aos funcionários do município de Bacuri, autoridades locais descendentes diretos de traficantes de escravos, e de um blogueiro que publica nas redes sociais « fake news », contraditórios, difamatórios, xenófobos, acusando-nos de pirataria e roubo de objetos patrimoniais.
Essa conspiração visa eliminar-nos fisicamente e materialmente pelo roubo de todos os nossos bens e resultados de nossas pesquisas, psicologicamente pela destruição de nossa imagem nas redes sociais e nas comunidades quilombolas com as quais trabalhamos em simbiose e colaboração estreito.

A razão dessa conspiração é que nossa integração nas comunidades quilombolas tem dificultado seriamente a perseguição e a exploração dessas comunidades por essa temível máfia associada a facções criminosas que querem nos impedir, por todos os meios necessários, inclusive por assassinato, de resgatar a dolorosa e dramática história dos ancestrais Quilombolas. Nossa descoberta excepcional e inédita do « sumidouro », um verdadeiro sistema genocida que assombra a memória coletiva, desencadeou nossa perseguição. Mas a conspiração deles fracassou. Conseguimos preservar todas as evidências, documentos, vídeos, fotos e depoimentos, resultado de três anos de pesquisa nessa região perigosa, esquecida e negligenciada pelos pesquisadores.

Graças à memória coletiva transmitida pelos seus antepassados escravos, Cleydia alertou-nos da presença de um possível sumidouro, um sistema de genocídio para matar escravos rebeldes em sofrimento horrível.
Graças à memória coletiva transmitida pelos seus antepassados escravos, Cleydia alertou-nos da presença de um possível sumidouro, um sistema de genocídio para matar escravos rebeldes em sofrimento horrível.

Acusações infundadas
Rejeitamos veementemente todas essas acusações e vamos desmontar ponto por ponto, com evidências, todas estas acusações completamente infundadas, que ignoram completamente o contexto em que a nossa investigação tem sido feito.

Identidade dos atores
Nós também nós descreveremos cada um dos atores desse grupo mafioso e demonstraremos com evidências, seu interesse neste caso e a razão de seus crimes.

Objetos de pesquisas
Todos os objetos dessa pesquisa, 80% dos quais foram confiadas a nós por comunidades quilombolas para o nosso projeto « memórias de naufrágios e da escravidão », foram armazenados em uma casa que foi emprestado para nós, sob o controle da comunidade que tem a chave. Esses objetos foram limpados, restaurados, fotografados, desenhados, medidos e armazenados longe da luz e da umidade, conforme exigido pela pesquisa arqueológica.

Furto e violência  

Os membros dessa máfia quebraram a porta da nossa casa, contra a vontade das pessoas da comunidade responsáveis por mantê-lo seguro. Sem qualquer precaução, eles roubaram todos esses objetos de extrema relevância histórica, muito frágeis, destruiu parte deles, destruiu o muro do jardim, até a porta da frente. Eles roubaram nosso computador e outros itens pessoas de valor.


Um ato de barbárie. 

 Estreita colaboração

Informamos ainda que além de um estreito colaboração com as comunidades quilombolas e a Fundação Palmares, já havia entrado em contato com o Iphan para comunicar as descobertas e todas as fotos desses objetos que são, em primeiro lugar, propriedade dessas comunidades e da União.
Recentemente, Valdirene Chagas, Quilombola e funcionária federal da Fundação Palmares, que colaborava conosco desde o início dessa pesquisa etno-arqueológica, milagrosamente escapava de uma tentativa de homicídio na frente de sua casa.
Sete balas não foram suficientes para o pistoleiro eliminar essa guerreira que, como nós, luta contra a corrupção e em favor da defesa das comunidades Quilombolas. 
Também contatamos outros órgãos estaduais buscando parcerias para continuar com o trabalho, já que até então todas as despesas desses nove meses de pesquisa, foram custeadas com recursos próprios, e que já se esgotaram.

Capítulo fundamental da história 

Contudo, não desistiremos de restaurar este importante capítulo da história brasileira, africana e europeia. Processaremos os responsáveis ​​por essas acusações falsas, infundadas, caluniosas e xenófobas, que foram fabricadas e orquestradas contra nós.


Primeiro relatório 
Esta é uma primeira nota de relatório, antes de desenvolver uma série de artigos que detalharão todos os pontos que serão comunicados às autoridades, instituições, mídia e público brasileiros e internacionais competentes para que tomem as medidas necessárias para coibir essas práticas que atualmente assolam a sociedade brasileira.

Metodologia e objetivos desse blog

Esse blog foi escrito a pedido de todos aqueles que conhecem a seriedade e a honestidade do nosso trabalho há 55 anos. Era a única forma de responder a todas essas falsas acusações contra nós. Sempre nos foi negado o direito de resposta.

Cada página foi escrita imediatamente após cada nova onda de assédio contra nós. Por isso, às vezes é repetitivo, pois seu conteúdo responde ponto por ponto às « notícias falsas » de nossos perseguidores, que também são repetitivas.

Mas também criamos este blog para ajudar os quilombolas a se expressarem livremente, sem intermediários, e a lutarem contra a feroz repressão que enfrentam diariamente. 
16  artigos que explicam tudo em detalhes
Explicamos em detalhes nos 16 artigos desse blog todas as mentiras e irregularidades cometidas por todos os atores desse esquema. 
 

4-Destruição de um tesouro patrimonial 

5-Acuso Policial « mulher maravilha » continua com suas ações ilegais 

6-Nossa revolta está crescendo 

7-Acuso Klíssia Jessica Fonseca Ferreira 

8-Acuso Ed Wilson Aráujo 

9-Por suas mentiras, Ed Wilson Araújo é premiado

10-Acuso Pablo o ex-funcionario do Iphan

11-a feira dos opportunistas 

12-Mentiras do diabo

13-Jovan Cunha Silva, capitão do mato

14-Washington, Jovan e Aluisio - o trio do inferno

15-Aluísio Guimarães Mendes, o terceiro ladrão

16-Washington Luís de Oliveira-mandatos de prefeito manchados de irregularidades